terça-feira, 9 de junho de 2026

Minhas séries chinesas

          (Osmar Yang, em aquarela dele mesmo)

Foi sugestão dos médicos, para que idosos evitassem alzheimer, aprender uma língua nova. Como conheço o suficiente de línguas ocidentais,  com maior profundidade o Português, e lembro um pouco do Latim que estudei, achei que iria ser mais legal uma que usasse grafia diferente, e soasse mais diferente ainda, pensei: Russo ou Chinês. 
O Osmar ensinava Chinês,fazia parte do entorno, por ser artista plástico conhecido, descendente de chineses, e começamos a fazer aulas ali no Capitão , na Trindade. Me forneceu apostilas e pendrives, mas eu andava na época do "encervejamento", e lembro de pouca coisa.  Chegando a dona Covid,  com toda aquela neura do início, e eu já bem entrada em anos, tivemos que suspender. Foi pena, pois com toda a ascensão posterior da China , não seria nada ruim saber a língua deles. Era Mandarim que ele me ensinava, tá?
Havia alguns maoístas na diretoria da APUFSC, naqueles 4 anos em que fiz parte da diretoria, mas não me interessavam muito. Formavam grupo fechado, vinham com posição tomada para tudo, e ficava difícil.  E uma amiga brigou comigo porque eu não quis condenar a China por sua restrição ao número de filhos que cada casal poderia ter. Como condenar país superpopuloso, com parte da população na fome, se não sei o que se passa lá? A propaganda anti China era pesada, mas a militância petista me ensinara a ponderar melhor essas coisas! 


Cidades com prédios icônicos, robôs, carros elétricos, etc, etc, etc, vejo na publicações , mas o que me importa é a cultura. E exercem softpower, como o fizeram (e ainda fazem)  os States? 
Pozentão, fui atrás, e pensei no cinema, nas séries, na TV. Muito populares os doramas ( asiático dizer "drama" é difícil, hehehe), o pessoal aprecia mais os coreanos, mas existem também os japoneses, e os C-Dramas (K-Dramas são os coreanos). Os K-Dramas sofrem muita influência ocidental,  e há vários deles todos na Netflix. 
Os "meus" chineses estão, em sua maioria, no Youtube. Alguns são sérios, outros nem tanto, mas andam me entretendo bastante.
Entrego os comentários no próximo posta, tá legal?



segunda-feira, 8 de junho de 2026

La même chose


 

A gente esquece, o mundo esquece, a vida esquece... E tudo se repete. No velho ditado francês, plus ça change, plus c 'est la m}eme chose. (quanto mais muda, mais é a mesma coisa). Fato, farsa, paródia, Marx ou não Marx, na minha idade vemos essa repetição eterna. E com internet a postos, perigos sendo alardeados a cada minuto. 

No Página 12 (Argentina) que leio diariamente,  em artigo de Gustavo Veiga:

"Brasil, México y Colombia están en la mira, además de Cuba

EE.UU. es una amenaza para sus vecinos

El país del norte extiende sus tentáculos sobre lo que considera su zona de influencia."


Já sabemos que "é sempre   a lesma lerda"! Quem ainda não conhece, favor ler AS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA, do uruguaio Eduardo Galeano. Abre os olhos, a mente, a capacidade de se indignar. Outra influência das boa: COMUNIDADES IMAGINADAS, de Benedict Anderson. [Leio o El País - mas já não tem a mesma pegada]. 

Soy loca por tí, América, e aqui América é o continente inteiro. Me tornei estudiosa da literatura latino americana, fiz meus alunos lerem livros de autores "latinos", e Osni sempre me lembrava que virou meu fã por causa desse trabalho. Grandes autores, grandes temas, livros imperdíveis.


AMO esta capa!


E este é o que tenho! 
Pronto. Já falei das flores, agora vou seguir a canção...

quarta-feira, 4 de março de 2026

Bloco do eu sozinho




 Essa característica se afirmava cada vez mais em mim...Podia trabalhar em equipe, mas acabava rendendo mais sozinha. Pensando melhor sozinha. Antes me doía, agora aceito como natural! 


Já caí do galho, já perdi a briga, mas nunca fugi da briga... antes. Agora, quase 80 anos nas costas (e no resto também!), prefiro ficar no quieto, não militar mais, aceitando melhor um envelhecimento que sempre judia um pouco...  É hora de aprender outras coisas, e manter apenas amizades que ofereçam carinho.

Mas não: QUERO É MANTER MEU BLOCO FORA DA RUA!


 


Gosto dos domingos, com ou sem chuva. É dia de  me organizar, em distribuir tudo que há pra fazer/escrever/receber pela semana, pondo no papel, ou esqueço...E me estresso.  Os dias [nada] mancos vão caindo no chão, no meu ritmo nada "degerim" da idade, mas ando bem satisfeita com a forma como tudo anda correndo, mesmo sem resultado da questão do apê. 

Ia caminhar, até vesti jeans, a bata chinesa, os brincos que ganhei da Cris... Mas a chuva não para. Daí, se estiar, já estou trabalhando, e não quero mais sair daqui, hehehe.



Foi só falar isso, e um sol carrancudo me espia por trás de nuvens. os pássaros se assanham, oh vai esquentar de novo! Ligo o ar condicionado e vou cuidar da vida! (vida online, of course!)







Minhas séries chinesas (2)

Fui interrompida por empentelhações do google, e precisei reconfigurar tudo. Eles tinham razão, é claro, foi meu "analfabetismo" n...